Diretor fala sobre desfecho de ‘Liberdade’: ‘Sem aqueles finais felizes’

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Para quem vibrou com a cena de amor entre André (Caio Blat) e Tolentino (Ricardo Pereira), um alerta: é melhor deixar o coração preparado para tudo. Após o momento sublime, os dois vão passar por poucas e boas daqui em diante.

— A sequência culminou num momento muito esperado, pois o envolvimento dos dois estava desenhado desde o primeiro encontro. Eles definitivamente não nasceram um para o outro, mas compreendem, e sentem, o amor verdadeiro. E o amor é avassalador — diz o autor Mario Teixeira.

A conquista de se levar a primeira cena de sexo entre dois homens ao ar ainda está sendo saboreado pelo elenco. Mas o foco é continuar contando a história desse amor proibido por uma sociedade preconceituosa.

— As cenas da prisão de André serão muito fortes e vão mostrar claramente o quanto a perseguição aos homossexuais é medieval e, portanto, inaceitável. André vai sofrer muito — diz Caio, que não economiza: — Essa é uma das melhores novelas já feitas sobre a nossa história.

Ricardo Pereira também vai passar por maus bocados na pele de Tolentino.

— De um lado ele nutre um carinho pelo André e amou tudo que aconteceu, mas, por outro, ele sabe que se continuar, vai acabar sendo enforcado ou queimado. Esse conflito é muito presente nas próximas cenas — avisa o intérprete do capitão, que faz uma ressalva: — Esse conflito vai fazer os dois se questionarem sobre o que é importante na vida.

Vinícius Coimbra, diretor da sequência que entrou para a história, não faz meias palavras sobre o que esperar do fim do folhetim, programado para o início de agosto.

— Podemos esperar uma novela realista, sem aqueles finais felizes que adoçam os desenlaces tradicionais. Mario foi corajoso no retrato desse Brasil — pontua o diretor.


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