Lee Taylor acredita numa reconciliação entre Martim e Afrânio em ‘Velho Chico’

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O primeiro nome é uma referência a Lee Majors, ator da série “O homem de seis milhões de dólares”, famosa na década de 70. O segundo, vem de George Taylor, protagonista vivido por Charlton Heston no icônico “O planeta dos macacos” (1968). Dessa costura, nasceu Lee Taylor. O rapaz estreia em novelas com “Velho Chico” após colher elogios em sua trajetória no teatro, iniciada há dez anos. A experiência, ele confirma, foi essencial para descortinar os mistérios que cercam Martim.

— Eu me encantei pelo personagem desde a primeira conversa com Luiz Fernando Carvalho (diretor artístico da novela). A minha maior dificuldade na TV está sendo decorar uma grande quantidade de cenas com a antecedência que acho necessária para o estudo e uma elaboração sensível das falas — admite o ator, de 32, cujo nome causou estranheza quando pequeno: — Na infância, tinha vontade de ter um nome mais comum e simples. Na adolescência, foi o contrário, gostava de ter um nome exclusivo.

Martim (Lee Taylor) e Afrânio (Antonio Fagundes) se enfrentam em “Velho Chico” Foto: Renato Rocha Miranda/Rede globo/Divulgação

As experiências do garoto nascido em Goiânia, especialmente os passeios na fazenda e os mergulhos de rio durantes as férias, o aproximaram da meninice do fotógrafo. O passar do tempo na ficção, contudo, ajudou a moldar um homem de dores silenciosas, evidenciada na áspera relação com Afrânio (Antonio Fagundes), seu pai. O confronto se impõe diante deles, embora alimente também a possibilidade de perdão.

— Perdoar talvez não seja tão difícil quanto esquecer o passado. Voltar para Grotas foi um grande passo para uma aproximação. O tempo e a distância aprofundaram as diferenças de ambos, que nem se reconhecem mais como pai e filho. Não acho impossível uma reconciliação, mas isso só acontecerá se houver uma mudança radical na postura de Saruê — aposta Lee, que cogitou ser engenheiro de computação e professor antes de enveredar pela arte.

Reservado e imerso no universo de Martim, o ator diz não sobrar tempo para frequentar lugares públicos e se mostra, nas brechas da timidez, entusiasmado com o retorno que recebe:

— Sempre tive consideração pelas pessoas que demonstram um real interesse pelo meu trabalho. Afinal, o principal objetivo do meu ofício é estabelecer um contato com o público.


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