'Liberdade': 'Sou o maior matador do Brasil', diz Jackson Antunes, o Terenciano da trama

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Jackson Antunes é um caboclo poeta, de alma sertaneja, conectado à terra e às “cores do simples” (uma referência a seu livro de poesia, lançado em 1995). Mas a ficção insiste em virá-lo do avesso, algo que “Liberdade, liberdade” sublinha. A brutalidade conduz sua ação na pele de Terenciano, o marido que Dionísia (Maitê Proença) acreditava estar morto. Vivo, muito vivo, ele a colocará novamente no bico do pesadelo.

— A presença dele traz muita dor para essa mulher, que não é das mais boazinhas, merece sofrer um pouquinho (risos) — provoca o ator, de 55 anos, que tenta humanizar o cruel personagem: — Tem uma frase de parachoque de caminhão que diz assim: “O homem sofre porque é ruim ou é ruim porque sofre?”. Sempre me baseio nisso. Por pior que seja a criatura, ela tem umas coisas guardadinhas também. Ninguém é ruim gratuitamente.

Terenciano ( Jackson Antunes ) e Dionísia (Maitê Proença) em “Liberdade, liberdade” Foto: João Cotta/Rede Globo/Divulgação

A sina dos tipos violentos se repete na cinebiografia “Mais forte que o mundo — A história de José Aldo”, que estreia na quinta-feira. O papel? O agressivo pai do lutador. Ao comentar a coincidência, a reação do veterano não poderia ser outra senão uma alongada gargalhada, uma de suas marcas, sinal de quem abraça convites assim sem julgamento.

— Eu sou o maior matador do Brasil. Se você precisar despachar alguém, pode falar comigo (risos). Às vezes, sinto um olhares tortos, uma cara fechada para mim. Mas, depois de cinco minutos, veem que não tem nenhuma parede e me abraçam — diz.

Leonardo (Jackson Antunes) e Catarina (Lilia Cabral) em “A favorita”
Leonardo (Jackson Antunes) e Catarina (Lilia Cabral) em “A favorita” Foto: Fabrício Mota/Rede Globo/Divulgação

Na TV, a fama de mau foi cristalizada em “A favorita” (2008), quando viveu o marido que espancava Catarina (Lília Cabral). Na época, a veracidade da interpretação o tornou vítima de uma agressão de um desconhecido, algo impensável para o pacato Jackson.

— Tenho uma missão na Terra, que é abraçar as pessoas, sorrir, passar a vida fazendo o bem. Você não recebe nenhuma estátua por isso. Mas, se um dia pisar na bola, é isso que vai a público. É bom andar na rua com a certeza de que nunca agredi ou ofendi ninguém — frisa o ator, buscando sempre exercitar a humildade: — Trabalhando com Tony Ramos em “A regra do jogo” (outro bandido no currículo), percebi como tenho que aprender mais. O cara está acima das vicissitudes. O Tony está incluído entre as dez pessoas que a gente tem que conhecer antes de morrer (risos).


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