Marcos Oliveira, falso padre em ‘Liberdade’, revela: ‘Já fui seminarista’

258


Dos pastéis às hóstias, Marcos Oliveira deixa para trás o humor do Beiçola de “A grande família” para viver o enigmático Padre Vizeu de “Liberdade, liberdade”, a partir desta segunda-feira (9). O personagem, no entanto, não tem nada de santo: sua verdadeira identidade é a de Dimas Tenório, um rebelde que chega a Vila Rica para ajudar na luta pela independência e mata o religioso (Rogerio Freitas) para assumir seu posto.

— Dimas aparece se fazendo de coitado, diz que precisa ser salvo pela palavra de Deus. Aí o padre marca bobeira e ele o enforca. É uma cena forte — adianta Marcos, que, apesar do lado obscuro do personagem, consegue enxergar ali certa leveza: — Ele se surpreende e se diverte com as confissões das beatas e não sabe rezar em latim. Mas é esperto, dá uma enrolada, coloca umas palavras nada a ver dentro da melodia da oração.

Marcos interpretou o pasteleiro Beiçola durante 14 anos em “A grande família” Foto: Carlos Ivan/17.04.2002

Usar batina não é novidade na vida do ator de 59 anos. Se na ficção ele já tinha feito uma rápida participação como padre no filme “O casamento de Gorete” (2012), na vida real, pasmem, Marcos já foi seminarista.

— Sou um homem religioso, fui católico durante muito tempo da minha vida. Quando tinha lá meus 14 ou 15 anos, fui seminarista. Não que eu tivesse o objetivo de me tornar padre, longe disso, queria era festa, bagunça. Mas necessidades sociais e econômicas da minha família me levaram a isso: meus pais não tinham dinheiro para me sustentar, precisava comer, e eles me colocaram para trabalhar para a Igreja. Situações da vida…

Recém-adepto do budismo, o ator também tem experimentado uma nova faceta artística: a de crooner.

— Faço aulas de canto há cinco anos, tenho uma banda grande, com metais, para me acompanhar. Meu repertório inclui 40 canções, que passam por boleros, hits da Jovem Guarda e marchinhas de carnaval — conta ele.

Marcos diz que não pretende abandonar a profissão de ator em favor da música. Ao contrário, quer levar as duas vertentes artísticas adiante:

— Não tenho planos de gravar um disco ou de me tornar uma das grandes vozes do Brasil. Quero poder ganhar meu dinheirinho, divertindo o público pela TV , cinema ou teatro e também pelos bares da vida. Quando “A grande família” acabou, depois de 14 anos, bateu o medo do desemprego. Cada novo trabalho é um respiro de alívio.

O ator Marcos Oliveira em sua porção cantor
O ator Marcos Oliveira em sua porção cantor Foto: Divulgação


Sobre Marcos Oliveira, falso padre em ‘Liberdade’, revela: ‘Já fui seminarista’

Fonte:Extra / Leia mais clicando aqui
Todos os direitos reservados ao Jornal EXTRA