Rejeitado em ‘Êta mundo bom’, Klebber Toledo diz que não é bom de cantada

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Você até pode procurar um defeito em Klebber Toledo, mas a tarefa não será das mais fáceis. O ator mais parece um daqueles príncipes que saíram dos contos de fada. Alto, cabelos claros, olhos azuis, corpo em forma… E muito, muito educado. Por onde anda, o paulista de 30 anos vai parando e conversando com todos. Dá abraço, beijo, tira foto… Deixa todos encantados com o seu jeito acolhedor, talvez, um resquício de Bom Jesus dos Perdões, no interior de São Paulo, onde foi criado.

— A simplicidade é algo que valorizo à beça. Como é fácil ser amigo na minha cidade, sabe? Todo mundo conhece todo mundo, você vai entrando na casa das pessoas, come bolo, toma café e fala da vida. Sinto muita falta disso — diz.

Ator quer casar e ter três filhos Foto: Márcio Alves / Márcio Alves/Agência O Globo

Neste ensaio para a Canal Extra, o ator encarnou um típico malandro carioca. Nos trilhos do bonde que vai até Santa Teresa, ele se entregou ao personagem, uma referência ao golpista Romeu, seu papel em “Êta mundo bom!”. Da malandragem, Klebber herdou o bom papo. E aí você pensa: “Bonito e ainda gosta de conversar! Esse cara tem o mundo a seus pés”. Não é bem assim. Mafalda (Camila Queiroz), sua amada na ficção, não é a única a ter coragem de rejeitá-lo.

— Já levei muito fora. Eu encaro de boa. Não sou bom de cantada (gargalhadas). E usar chavão não acho interessante. Mas não chego em mulher do nada. Troco ideia fácil com qualquer pessoa. E isso sem segundas intenções — explica o galã, que precisa enfatizar para fazer os outros acreditarem: — É verdade! Já levei muito fora!

Ator não deixaria de trabalhar nem se ficasse milionário
Ator não deixaria de trabalhar nem se ficasse milionário Foto: Márcio Alves / Márcio Alves/Agência O Globo

Klebber é o típico garoto geração saúde. Não é de sair, muito menos de noitadas — “Adoro ver ‘Simpsons’ na TV” —, mas gosta mesmo é de namorar.

— Eu sou romântico. Acho que a gente precisa de uma pitada de romance. Às vezes, a gente pensa que, para isso, precisa ser meloso. E não tem nada a ver. Eu acho que é o jeito de olhar, é uma flor que você deixa em algum lugar, são palavras especiais. É valorizar o sentimento — opina.

Depois de um longo namoro com a atriz Marina Ruy Barbosa, Klebber nunca mais assumiu relação alguma. No último carnaval, no entanto, foi visto aos beijos com a atriz Monica Iozzi. Ele faz mistério.

— Se posso evitar exposição, eu me protejo mesmo. Em termos de relacionamento, prefiro deixar quietinho, justamente porque as coisas tomam uma proporção desnecessária, como foi com a Monica. Eu não me assustei com a repercussão da notícia, até porque ela é um pessoa incrível. Mas eu acho melhor não falar da minha vida pessoal — explica o ator.

Ator afirma que não é de noitada
Ator afirma que não é de noitada Foto: Márcio Alves / Márcio Alves/Agência O Globo

Solteiro ou namorando, Klebber afirma que está passando por um dos seus melhores momentos na carreira. Nos últimos anos, vem emendando papéis na TV. E dá todo o crédito para a sua dedicação ao trabalho.

— Beleza pode abrir portas, sim, mas não as mantêm abertas. Você tem que mostrar seu suor. Eu me entrego. Estudo minhas cenas, entro no estúdio com o texto decorado, não me atraso. Agarrei minha oportunidade com unhas e dentes. Costumo dizer que temos que ter sorte e dedicação — pondera o artista, que deixou sua casa no interior com 15 anos para jogar vôlei e logo descobriu a vocação para a atuação.

Ator foi criado em Bom Jesus dos Perdões (SP)
Ator foi criado em Bom Jesus dos Perdões (SP) Foto: Márcio Alves / Marcio Alves/Agência O Globo

No primeiro teste para a Globo — para um personagem em “Malhação” —, ele passou de cara. Daí em diante, foi um atrás do outro. A vida o levou para longe da família, caminho que deixou a mãe, Marina Aparecida, de cabelo em pé.

— Eu me apavorei quando meu filho foi morar sozinho em São Paulo. Fiquei realmente preocupada, pensando que uma cidade grande é muito mais perigosa do que a nossa, com a qual ele estava acostumado — explica a auxiliar de Recursos Humanos, de 61 anos, que é só nostalgia ao lembrar de Klebber pequeno: — Ele sempre foi muito agitado. Quando aprontava alguma coisa, dava um sorriso sem vergonha e já ia logo falando: “Vou ficar quietinho” (risos).

Sempre que pode, o ator volta às suas raízes e visita a família. A pequena cidade de Bom Jesus dos Perdões, com pouco mais de 17 mil habitantes, ainda não se habituou com a sua presença.

— O assédio é diferente lá, porque eles não estão acostumados com artistas. De vez em quando, surge alguém na porta da casa da minha família para tirar foto e pedir autógrafo. Minha mãe puxa todo mundo para tomar café e bater papo. Ela adora. É coisa do interior mesmo — conta.

Na novela das seis, o ator viu seu personagem ganhar mais destaque com a curiosidade de Mafalda pelo “cegonho”. Até cena nu ele protagonizou no folhetim de Walcyr Carrasco. A sequência agitou as redes sociais. “Que bunda é essa?” e “Corpo maravilhoso!” foram alguns dos comentários que se repetiram. Ficar tão exposto na frente das câmeras não chegou a ser um problema.

Klebber e Camila Queiroz, colega de “Êta mundo bom!”
Klebber e Camila Queiroz, colega de “Êta mundo bom!” Foto: Rede Globo/Divulgação

— Eu me senti absurdamente confortável. Quando li a cena, achei tudo muito divertido. E eu tenho total confiança na equipe. É claro que, no início, fiquei um pouco tímido, mas logo passou — conta o galã, que vem achando graça da abordagem das fãs nas ruas: — Eu escuto muita coisa (risos). O normal é: “Quero o Romeu pra mim”. E tem também: “Deixa eu conhecer o cegonho”. Morro de rir com tudo isso.

Famoso e bem-sucedido, o ator leva a vida que escolheu com tranquilidade. Não se importa com o assédio nem fica preocupado com a aproximação de pessoas por interesse.

— Acho que todo nós sentimos quando alguém tem alguma intenção estranha. Eu não penso muito nisso. Interesse existe independentemente da profissão que a pessoa tenha. Todo mundo, seja artista ou não, corre o risco de ser enganado. Graças a Deus, sou cercado de pessoas bacanas — opina.

Klebber e Moniza Iozzi
Klebber e Moniza Iozzi

As respostas de Klebber são rápidas. Ele não demora para escolher o que vai dizer. Afirma que é prático e, por isso, não teria vocação para ser malandro na vida.

— Comigo é tudo preto no branco. Não gosto de enrolação. A gente fica mais velho e percebe que não pode perder tempo. Otimizo tudo — explica.

Em sua casa, o jeito objetivo que trava nas relações também está presente. Seu armário tem apenas peças nas cores cinza, branco, azul e preto. Estampa? Ele brinca: “Só quando quero radicalizar”.

— Sou muito organizado. Tudo meu é arrumadinho. Se você entrar na minha casa, vai achar que tenho TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Coloco todos os rótulos virados para a frente na minha geladeira, já é automático. Se deixo as coisas bagunçadas, eu me perco e tenho uma vida agitada. Evito me atrapalhar — argumenta ele, que não se controla nem na casa dos amigos: — Vou arrumando estante, o que vou vendo. Mas peço autorização (risos).

Klebber ficou nu em cena
Klebber ficou nu em cena Foto: Reprodução de vídeo/Rede Globo

O jeito certinho de ser, no entanto, nem sempre existiu. Quando criança, Klebber adorava aprontar.

— Teve uma vez em que a gente se escondeu embaixo da roupa suja. Tinha 6 anos e ele, 3. Nossa mãe ficou procurando, chegou até a bater na porta dos vizinhos. Outra vez, eu estava tomando banho e ele entrou embaixo do chuveiro com roupa e um brinquedo. Isso até rendeu foto — entrega o funcionário público Kristhiano Toledo, de 32 anos, que sempre escuta “Como assim você não falou que era irmão do Klebber Toledo?”: — Sou muito discreto, poucos amigos sabem que tenho um irmão famoso.

O ator encara com humildade sua profissão. Gosta mesmo é do ofício. Nem se ficasse milionário como Romeu, deixaria de trabalhar, garante.

— Se ganhasse muito dinheiro, ia colocar tudo num banco e analisaria com calma o que ia fazer depois. Nada de loucuras! Tenho meus pés no chão. Gosto muito da vida que tenho. Não deixaria o trabalho de lado — afirma o gato, que faz uma forcinha para tentar gastar sua grana imaginária: — Talvez eu viajasse por uns dois meses, só para pensar na vida (gargalhadas).

Klebber com a mãe e o irmão
Klebber com a mãe e o irmão Foto: Reprodução/Instagram

Até agora, Klebber se mostra como o homem perfeito, centrado, sonho de qualquer sogra. Mas e o que tira ele do sério? O próprio faz questão de contar:

— Quer me ver louco é ver gente jogando lixo na rua de dentro do carro. Tenho vontade de gritar na cara do sujeito. No outro dia, eu estava na Prainha (Zona Oeste do Rio), e o cara lançou duas garrafas de plástico. Catei as garrafas e berrei na direção dele! Não aguento mesmo.

Fora a irritação com quem suja a cidade, tudo na vida de Klebber parece estar em ordem. Ele sabe bem o que quer. Para os próximos anos, sonha construir sua família. Talvez aí viva o “felizes para sempre” que tanto os personagens almejam nas novelas.

— Quero casar, ter filhos. É um desejo meu, só não sei quando vai acontecer. Penso em ter três filhos, dois meus e um adotado. Tenho isso forte dentro de mim — revela o galã.

Alguém aí se candidata a ajudar o bonitão a realizar esse sonho?

Foto: Márcio Alves / Márcio Alves/Agência O Globo

Foto: Márcio Alves / Márcio Alves/Agência O Globo


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